Mulheres estão falando mais de uma língua. Os homens podem melhorar.

É sempre bom lembrar que não há qualquer evidência científica de que os homens são mais brilhantes que as mulheres. Apesar disso, as mulheres ainda enfrentam diversas barreiras, especialmente no universo profissional. Elas têm cada dia mais falado a língua que só cabia há algum tempo aos homens. E eles? Como têm se comportado?


Por Dr. Ricardo Teixeira*

Imagine só que pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) iniciaram um estudo sobre os efeitos cerebrais do isolamento social há três anos, sem a mínima ideia do que nos esperava no ano de 2020. Os achados inéditos mostram que regiões profundas do cérebro que modulam impulsos básicos de recompensa e motivação estão envolvidas tanto na experiência da fome como da solidão. A conclusão é que tanto comer e se conectar com os outros são experiências fundamentais para nossas vidas.


Os voluntários da pesquisa foram submetidos ao exame de Ressonância Magnética Funcional e durante o exame eram apresentados a imagens de interações sociais próprias ou alimentos preferidos, a depender se estavam sendo testados para isolamento ou fome. A ativação do cérebro foi semelhante em ambos os casos e também similar ao efeito da exposição de imagens da droga mais usada por pacientes em tratamento para drogadição.


O próximo passo é avaliar o quanto o cérebro realmente se satisfaz com as diferentes formas de mídias sociais. Com a pandemia, verbas para essa pesquisa certamente não faltarão.


 

Confira o áudio da coluna Cuca Legal, uma parceria do ICB com a Rádio CBN Brasília: