Em que fase da vida somos mais criativos?

Na vida adulta, temos duas fases em que a criatividade alcança seus maiores picos.


Uma análise feita das carreiras de 31 ganhadores do Nobel de economia nos mostra que existem realmente épocas na vida em que somos mais criativos. Nessa avaliação, foram encontradas duas ondas diferentes de criatividade, uma por volta dos vinte e poucos anos e outra entre os cinquenta e sessenta anos.

A primeira onda foi chamada de inovação de conceitos. É o pensar “fora da caixinha”, onde novas ideias põe em xeque o saber convencional. A segunda onda, chamada de inovação experimental, é a produção de conhecimento a partir do saber acumulado e nos traz formas inéditas de análise, interpretação e síntese. Os resultados são concordantes com estudos prévios que analisaram ondas de criatividade nas artes e em outras áreas da ciência. Pablo Picasso e Albert Einstein tiveram suas maiores criações na primeira onda, enquanto Paul Cézanne, Virginia Woolf e Charles Darwin brilharam mais na segunda onda. A Teoria da Relatividade foi publicada por Einstein aos 26 anos de idade e Darwin publicou a Teoria da Evolução aos 51 anos.

Essas tendências apontadas acima não são uma regra absoluta. Shakespeare escreveu Hamlet aos 38 anos de idade e logo depois escreveu obras que não foram tão agraciadas. Uma pesquisa publicada pela revista Nature mostra que entre cientistas e artistas existe uma produtividade acima da média que dura uns cinco anos. Estamos falando de qualidade e não de quantidade e esses picos podem acontecer em diferentes fases da vida.

 

 

Confira o áudio da coluna Cuca Legal, uma parceria do ICB com a Rádio CBN Brasília: