Alimentos probióticos podem ser boas armas contra a doença de Alzheimer

Pela primeira vez tivemos um estudo que demonstrou que os probióticos, como os Lactobacillus, podem melhorar o desempenho cognitivo de pacientes com a Doença de Alzheimer. Além disso, os probióticos melhoraram os níveis de colesterol e triglicérides e reduziram marcadores inflamatórios e resistência à insulina. Os resultados foram publicados pelo conceituado periódico Frontiers in Aging Neuroscience.  
 
Muitas companhias de alimentos probióticos vendem a ideia de que cultivar no intestino as bactérias certas pode ser meio caminho andado para nosso bem estar mental.  Os cientistas eram muito céticos quanto a essa possível influência, mas hoje chegam a chamar o intestino de “segundo cérebro”.
 
A comunicação entre o cérebro e o sistema digestivo é conhecida há muito tempo, especialmente no que tange a influência de “cima para baixo”. Expressões como frio na barriga dizem muito sobre isso. O cérebro regula o sistema digestivo através do sistema nervoso autônomo, composto pelos sistemas simpático e parassimpático.  São eles que controlam nossos batimentos cardíacos, a respiração e a digestão.  A rede de neurônios do sistema digestivo é tão robusta que até funcionaria sem o cérebro, mas é bem mais inteligente com as comunicações de cima para baixo e de baixo para cima.
 
Além das fiações que ligam o cérebro ao sistema digestivo, também é bem reconhecida a influencia dos hormônios e mais recentemente a flora intestinal. As bactérias do intestino podem ter influência em condições clínicas como a depressão, ansiedade e o autismo, e uma das formas de entender essa relação é o fato de que algumas bactérias são produtoras de neurotransmissores como a sertralina e o GABA.  E parece que o contato com bactérias durante o nascimento já faz alguma diferença. Ratinhos que nascem por parto cesárea têm mais comportamentos de ansiedade e depressão do que os nascidos por parto vaginal.
 
As possibilidades de associação da flora intestinal com algumas doenças neuropsiquiátricas estão só engatinhando e o presente estudo confirma em humanos o que já se sabia em ratinhos. Será que crianças e adultos sem doença cerebral podem ter o mesmo beneficio?

Redes sociais virtuais fazem bem à saúde. Use com moderação.

Há pelo menos três décadas sabe-se que a vida social de um indivíduo tem impacto em sua longevidade. Essa sociabilidade hoje é vista hoje como um fator até mais protetor à nossa saúde que a atividade física e o peso em dia. Por outro lado, a baixa sociabilidade tem um efeito negativo comparável ao tabagismo.
 
Um estudo publicado este mês pelo prestigiado periódico PNAS mostrou que isso também vale para a sociabilidade virtual. Doze milhões de americanos usuários do Facebook, nascidos entre 1945 e 1989, foram acompanhados por seis meses. Os resultados mostraram que a interação online confere maior longevidade quando moderada e ainda mais quando complementada por interações off-line. O exagero das interações virtuais teve efeito negativo. 
 
A análise dos detalhes da vida virtual dos participantes mostrou que viviam mais aqueles que se encaixavam entre os 50% que tinham mais amigos no Facebook. O mesmo efeito positivo foi encontrado entre os que postavam mais fotos, o que pode estar associado a uma vida social em carne e osso mais movimentada. 
 
O número de amizades aceitas no período do estudo esteve associado a uma maior longevidade, o que nos faz pensar que a popularidade pode ser boa para saúde. Já o número de solicitações de amizade efetuadas pelo usuário não teve relação positiva ou negativa. Esse último resultado foi desapontador para os cientistas, pois o estímulo de busca de novas amizades virtuais poderia ser uma estratégia de promoção da saúde.
 
E não adianta ficar contando o número de “likes” de cada post, pois eles não tiveram efeito algum nessa pesquisa.

Geração Z e sua hiperconectividade

Nunca antes na história tivemos uma sociedade tão conectada e as plataformas de redes sociais têm contribuído muito para isso. Entretanto, identificamos excessos de “conexão”, especialmente entre os adolescentes. Essa hiperconectividade é um tema que os pais devem ficar muito atentos no dia a dia, pois ela não tem nada de inocente.

Vida social é uma ferramenta fundamental para nosso estado de felicidade e até mesmo de saúde. Mas será que os amigos virtuais têm esse mesmo poder? Parece que não. Pesquisas têm revelado uma associação entre o tempo gasto no Facebook e sintomas depressivos. Aí vem a velha pergunta de ovo ou galinha? A resposta mais provável é que o excesso de tempo nas redes sociais possa ser tanto a causa como conseqüência dessa maior freqüência de sintomas psiquiátricos.

Causa? Podemos pensar que uma pessoa exagerada e compulsiva tem problemas no controle de seus impulsos. E essa dificuldade em controlar os impulsos pode ter reflexos em varias dimensões da sua vida. E os adolescentes dão goleada quando se fala em impulsividade. Um estudo conduzido nos EUA mostrou que eles trocam uma média de 109 mensagens diárias pelo celular enquanto os adultos ficam com uma média de dez mensagens por dia.

Conseqüência? Redes sociais provocando mal estar psíquico? Uma forma de explicar essa ligação é o efeito comparativo com os outros “amigos” que só expõem os louros do cotidiano e isso pode fazer com que a pessoa sinta que tem um projeto de vida mal-sucedido. Além disso, a prática virtual exagerada pode reduzir os encontros em carne e osso, o que pode desestabilizar o equilíbrio psíquico.

Se esses fatores são relevantes para um adulto, imagine só para o cérebro de um adolescente que ainda está em formação! Alguns deles têm sinais típicos de dependência quando afastados do seu vício eletrônico. Pesquisas mostram que meninos e meninas digitam com a mesma frequência nas redes sociais, mas os exageros acontecem mais com as meninas. E esse exagero está associado a um menor desempenho acadêmico, mais sintomas depressivos, maior exposição ao álcool e outras drogas e também experiência sexual mais precoce.

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